Idoso sofre ataque cardíaco durante jogo na Arena AM e é atendido depois de 40 minutos

Um idoso foi hospitalizado após sofrer uma parada cardiorrespiratória na Arena da Amazônia, durante o jogo entre Iranduba e Santos, válido pelas semifinais do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol, na noite desta quinta-feira (29). Pessoas que presenciaram o ocorrido relataram demora de mais de 40 minutos no atendimento ao homem.

Segundo um torcedor do Iranduba, que não quis ser identificado, o homem chegava ao estádio quando caiu, desacordado. “Pessoas que estavam lá ajudaram no atendimento, fizeram massagem cardíaca, enquanto a ambulância não chegava”, relatou. “O [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] demorou mais de 40 minutos para chegar ao local”, acrescentou.

 Um médico que estava no local confirmou que o homem teve uma parada cardiorrespiratória. Ele foi encaminhado ao Hospital 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul de Manaus. A reportagem não conseguiu contato com a assessoria da Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

Além do homem, uma outra mulher passou mal. Ela foi encaminhada a um hospital particular após atendimento em uma das ambulâncias do estádio.

A FAF disse que havia duas ambulâncias destinadas à torcida: uma na entrada e outra na saída do estádio. Uma delas atendeu a torcedora que passou mal. O diretor da FAF, Ivan Guimarães, disse não saber o motivo de o idoso não ter sido socorrido pela outra viatura que estava no local. Em seguida, justificou o acionamento do Samu por ter ambulâncias “mais preparadas”.

“Não foi por falta de ambulância. Contratamos, inclusive, uma outra ambulância para o jogo de hoje. [Quando se tem] Só uma ambulância, aí o arbitro para o jogo, e só recomeça quando ela retorna ou quando chega uma nova. Saiu uma ambulância [com a mulher] e o jogo não parou, porque a outra [viatura] permaneceu no local”, explicou. “Ele estava querendo infartar, então a gente pediu a ambulância do Samu, que é mais preparada”, acrescentou.

O diretor da FAF reconheceu que não houve socorro imediato, até porque “não era esperada tanta gente”. “A gente apenas lamenta por isso, por essa falta de talvez um pouco mais de um atendimento mais rápido, mas um estadio de futebol é complicado”, finalizou.