Terceirizados da Petrobras paralisam atividades em Manaus

Na manhã desta quinta-feira (29), os funcionários terceirizados de refinarias da Petrobras, no Distrito Industrial, na Zona Leste de Manaus, paralisaram as atividades. O motivo seria a insegurança na estrutura e descumprimento do dissídio coletivo de 2016.

O presidente do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindipetro-AM), Acácio Carneiro, disse que o trabalho nas refinarias está precarizado.

“A Petrobras está reduzindo o quadro de trabalhadores, colocando a vida deles em risco. Trabalhar em uma refinaria não é um trabalho simples. Trabalha-se com combustível e, sem dar segurança ao efetivo, se dá uma sentença de morte a esses funcionários. A unidade é velha, não foi modernizada. Todo dia tem uma ocorrência na refinaria, é vazamento, é assalto de diesel, é unidade que não tem confiabilidade, que fica às escuras. Não se forma operador em um dia, ele tem que passar por processo para operar uma unidade que produz derivados de petróleo”, afirma Carneiro.

Segundo Cícero Custódio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec), 90% dos funcionários das refinarias são terceirizados e não receberam o dissídio de 2016.

“A refinaria não cumpriu, não aumentou a cesta básica, plano de saúde. Eles querem tirar a rota dos trabalhadores e colocar para eles virem em linhas de ônibus. Nosso protesto é para defender a mão de obra local e não de fora”, explica.

Uma assembleia deve ser realizada nesta manhã para decidir sobre a paralisação geral e outras medidas que a categoria pretende tomar.