Justiça fará nova audiência sobre processo que apura sumiço de jovens no AM

A 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus dará prosseguimento, nesta quinta-feira (22), a partir das 9h, à audiência para instrução processual do “Caso Grande Vitória”, como ficou conhecido o desaparecimento de três jovens, ocorrido na comunidade da Zona Leste de Manaus, na madrugada do dia 29 de outubro do ano passado. Policiais militares são suspeitos de envolvimento no crime.

De acordo com a Justiça, o Ministério Público do Estado (MPE), baseado no inquérito policial feito pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), denunciou oito policiais militares, como sendo os responsáveis pelo desaparecimento dos jovens.

Nesta quinta, deverão ser ouvidas quatro testemunhas de acusação que não haviam comparecido na primeira data de audiência.

A sala de audiências da 3ª Vara do Tribunal do Júri, funciona no 4º andar do Fórum Ministro Henoch Reis, localizado na avenida Jornalista Umberto Calderaro Filho (antiga rua Paraíba), bairro de São Francisco.

Alex Júlio Roque, 25 anos, Rita de Cássia Castro da Silva, 19, e Weverton Marinho Gonçalves, 21, desapareceram após uma abordagem policial e o Ministério Público do Estado (MPE), baseado no inquérito policial conduzido pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), denunciou oito policiais militares, como sendo os responsáveis pelo desaparecimento dos jovens.

Entenda o caso

Os três desapareceram na madrugada do dia 30 de outubro de 2016, após a abordagem de policiais no bairro Grande Vitória. Eles voltavam de uma festa. Um vídeo registrado por uma câmera de segurança flagrou a ação dos PMs.

O G1 ouviu os familiares de dois dos desaparecidos, Weverton Marinho, 21 e Rita de Cássia, 19. A cunhada de Rita, que não quis se identificar, disse que ela voltava de um pagode no São José de carona com os dois rapazes desaparecidos.

Weverton pilotava a moto quando houve a abordagem. Segundo a esposa, Andresa Andrade, de 19 anos, o marido estava desempregado há pouco tempo. Ele trabalhava como frentista e comprou o veículo com o FGTS. “De vez em quando fazia corridas, e deu carona para os dois”, contou a esposa.

Fonte: G1

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