Rio Negro pode ultrapassar sétima maior cheia já registrada em 117 anos, diz CPRM

AMAZONAS Com o nível em 29,39 metros, o Rio Negro pode ultrapassar a sétima maior cheia já registrada pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) em 117 anos. O índice está 6 cm acima da cota máxima prevista para 2019. O CPRM afirmou nesta segunda-feira (17) que o início da vazante pode ser tardio por conta do volume de chuvas na foz do Rio Negro.

A sétima maior cheia já registrada ocorreu em 1989, quando as águas atingiram 29,42 metros. Contudo, o Rio Negro alcançou em 2012 a histórica marca de 29,97 metros.

Segundo o CPRM, a expectativa era que o rio começasse a descer nesta semana. Porém, 75 milímetros de chuva registrados em menos três dias na foz do Negro influenciaram o processo da vazante.

“É esperado que o Rio Negro comece a descer nos próximos dias. Isso devido ao Rio Solimões, que está próximo de estabilizar seu nível e entrar em processo de vazante, o que deve contribuir para que o Rio Negro reduza também seu nível devido ao represamento natural que ocorre na confluência dos rios”, disse o engenheiro Daniel Garcia de Oliveira, por meio de nota.

No dia 5 de junho, a Prefeitura de Manaus decretou situação de emergência. Pelo menos 15 bairros da cidade foram atingidos pela cheia e, desde o decreto, ações de combate aos danos são promovidas.

Alguns comerciantes do Centro da capital já sentem o impacto da subida do rio nas vendas. Um exemplo disso é a Rua dos Barés, que foi interditada no dia 10 de junho.