SUSPEITOS DE ROUBAREM R$ 66 MIL DE ESTALEIRO SÃO PRESOS EM MANAUS

Cinco integrantes de uma quadrilha especializada em corte de caixas eletrônicos, arrombamento de cofres e desarmamento de alarmes eletrônicos, foram presos, na noite dessa terça-feira (11),  suspeitos de roubar R$ 66 mil de um estaleiro,  localizado na avenida Padre Agostinho Caballero Martin, no São Raimundo, na Zona Oeste de Manaus. O roubo aconteceu no dia 5 de junho deste ano.

Julio Cézar dos Santos Gomes, 21, conhecido como “Lourinho”; Renan Ricarde Reis, 23; Tomé Rivas dos Santos, 28, o “Negão”; Carlos André Moreira Mendonça, 39, e Josué de Andrade Silva, 40, chamado de “Velho”, foram presos em diferentes bairros da cidade, em cumprimento a mandado de prisão expedido pelo juiz Henrique Veiga Lima, da 9ª Vara Criminal.

“Logo após o roubo ao estaleiro, começamos a investigar essa associação criminosa interestadual. Uma vez que eles não agiam somente na nossa capital, mas também em estados como Mato Grosso e Pará. A partir daí conseguimos identificar esses cinco elementos e representar à Justiça o pedido de prisão temporária em nome deles”, contou o delegado Adriano Felix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd).

Com o grupo, os policiais civis apreenderam objetos utilizados para arrombar caixas eletrônicos e cofres, como maçarico, furadeira de alto impacto, macaco hidráulico, uma bateria automotiva, um extintor de incêndio, dois cilindros de oxigênio, além de outros itens utilizados em ações criminosas.

Adriano Felix explicou como cada integrante do bando agiu no roubo ao estaleiro. “Julio Cézar é o chefe da associação criminosa e recebia instruções para os roubos de dentro e fora de presídios. Renan é especialista em corte de caixa eletrônico, arrombamento de cofres e desarmamento de alarmes de segurança. “Negão” guardava os equipamentos utilizados nos delitos, como furadeiras e varetas de solda. “Velho” conseguia as ferramentas para arrombar cofre e caixas eletrônicos e possuía um automóvel modelo Savero, de cor vermelha, que era usado para levar os materiais para a casa de Tomé, na segunda etapa do Conjunto Francisca Mendes”, disse.

O delegado afirmou que a quadrilha recebeu de Carlos informações privilegiadas sobre o estaleiro, já que o suspeito havia trabalhado no lugar como soldador e tinha conhecimento sobre a movimentação financeira do local. “Carlos repassou informações a Julio Cézar, que era o cabeça grupo. Julio Cézar pegava as informações de pessoas que trabalhavam nas empresas, ex-funcionários e funcionários. Ele também coletava informações privilegiadas de dentro do sistema prisional e aí reunia todos os integrantes do bando para colocar em prática as ações criminosas”, enfatizou.

Felix destacou que o grupo estava planejando dois roubos a grandes empresas. “Eles pretendiam cometer esses dois roubos, de quantia estimada em R$ 600 mil, que estaria guardada nesses dois estabelecimentos comerciais. Eles roubavam, também, caixas eletrônicos encontrados em drogarias e pequenos estabelecimentos comerciais na cidade. Os infratores também procuravam alugar residência perto desses pequenos estabelecimentos comerciais, para facilitar o procedimento criminoso”, concluiu o titular da Derfd.

O bando foi indiciado por roubo majorado e associação criminosa. Ao término dos procedimentos cabíveis na Derfd, o grupo será levado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde irá permanecer à disposição da Justiça.

Com informações da assessoria

Fonte: Em Tempo

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