Cidade de Careiro da Várzea, no AM, tem ruas inundadas pela enchente dos rios

AMAZONAS O nível do Solimões inundou ruas de Careiro da Várzea, a 28 quilômetros de Manaus. O município é um dos 22 atingidos pela enchente deste ano no Amazonas.

Diversas ruas da cidade estão alagadas. Moradores relatam que a construção de pontes de madeira foi interrompida. Com isso, precisam vencer a força do Solimões para sair de casa.

“Tem uns três dias que vieram fazer essa ponte. Disseram que iam finalizar o serviço no mesmo dia e pararam. O jeito agora é meter o pé dentro d’ água pra poder levar as crianças na escola”, disse a dona de casa Raiane Veiga.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a bacia do rio Solimões permanece em processo de enchente, com cotas altas para o atual período do ano na maioria das estações monitoradas. Na estação de Manacapuru, por exemplo, o rio subiu 13 cm na última semana.

O Careiro da Várzea possui mais de 30 mil habitantes. Aproximadamente 95% do município foi construído em terras alagáveis durante a cheia.

Não foram só os moradores de comunidades rurais ou de bairros mais afastados que viram a água invadir as ruas e casas. A sede do município também foi completamente tomada pelo rio Negro.

O bairro Novo foi um dos mais atingidos. Após a subida do rio, a avenida principal ficou intrafegável. Uma ponte de madeira começou a ser construída para facilitar o acesso dos moradores, mas não foi finalizada.

“Já faz mais ou menos uns 20 dias que a água tomou tudo. A construção da ponte está devagar. Estamos andando pela água, é o jeito. Agora tá ficando ruim que tá liso. Para ir ao colégio, as crianças tem que pisar na água”, disse o morador Carlos.

Se por um lado, a população sofre com a falta de estrutura no período de cheia, por outro comemora a fartura de pescado.

A grande quantidade de água do rio Solimões enche os lagos e traz fartura de peixe.

De acordo com o CPRM, a cheia do rio Solimões influência o rio Negro. Isto porque as águas do Solimões formam uma espécie de barragem sobre o Negro.

“A gente acredita que vai estabilizar para depois entrar na recessão. Junho ainda é um período de cheia”, disse a gerente de hidrologia do CPRM, Jussara Cury.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura do município sobre a previsão de entrega das pontes e aguarda retorno.

Municípios que estão em situação de emergência ou em fase de decretação:

  1. Tabatinga
  2. Benjamin Constant
  3. Atalaia do Norte
  4. Tefé
  5. Jutaí
  6. Uarini
  7. Fonte Boa
  8. Coar
  9. Maraã
  10. Anori
  11. Anamã
  12. Iranduba
  13. Caapiranga
  14. Manaquiri
  15. Careiro da Várzea
  16. Careio Castanho
  17. Manacapuru
  18. Parintins
  19. Nhamundá
  20. Barreirinha
  21. Boa Vista do Ramos.
  22. Beruri